Ainda estamos longe do fim; Aids

Basicamente, a cura definitiva da AIDS ainda não foi descoberta porque o vírus HIV pode sofrer mutações

Embora tenha sido identificada e conhecida mundialmente no anos de 1981, ela é bem mais antiga que se possa imaginar. “A Aids sobreveio a partir do vírus SIV, existente no sistema imunológico dos chimpanzés e do macaco-verde africano. Embora não cause mal aos animais infectados, o SIV é um vírus altamente mutante, que originou o HIV, que é o vírus da Aids. … Já os chimpanzés deram origem ao HIV1, a forma letal do vírus”.

Desde então a Organização Mundial de Saúde, tem travado uma árdua luta contra esse mal, o que assusta é o consolidado levantado nesse mês de que cerca de 26 milhões de pessoas não tem acesso ao tratamento contra o vírus, isso significa que temos um imenso numero de pessoas em grande risco de desenvolver a Aids, pela ausência da disponibilidade de acesso aos antirretrovirais, medicação potente que paralisa o vírus.

É certo que os estudos e pesquisas cientificas colaboram para os avanços não só científicos, como também tecnológicos e farmacêuticos. Porém um grande erro, foi ignorar as experiencias de vida comunitária, social e políticas e às denúncias dos ativistas e das pessoas vivendo com HIV e aids sobre os problemas impostos pela epidemia.

Para que a cura venha precisamos eliminar as barreiras culturais e estruturais que as mantem , devemos ser severo a quanto ao combate ao racismo, da xenofobia, da homofobia e pelo consequente fortalecimento da descriminação e do preconceito.

A doença se propaga com deficiência nos serviços públicos, o afrouxamento das campanhas preventivas, o desabastecimentos dos medicamentos em geral e principalmente dos antirretrovirais. A AIDS é uma doença grave que ainda não tem uma cura definitiva, mas existem tratamentos que conseguem diminuir muito a carga viral e prolongar a vida do soropositivo, melhorando a qualidade de vida da pessoa.

Depende do empenho de cada instância, desde as municipais até autoridades nacionais, para que a situação mude, todos assumindo o  desafio de encontrar uma resposta construída conjuntamente com a sociedade civil, governos, gestores, cientistas, profissionais da saúde e de serviços e as pessoas que vivem com HIV e aids. Mais do que nunca, é preciso buscar retomar o controle da epidemia com base nos princípios dos direitos humanos, da solidariedade e da própria democracia.