Depoimento de João de Deus; ‘ Só fazia o que os espíritos mandavam’

O médium disse que não se responsabiliza por seus procedimentos realizados na Casa Dom Inácio de Loyola

Um dos acontecimentos mais comentados desse ano e com uma dose alta de revolta e decepção, a população brasileira que tanto estimava o médium mais famoso do país, ficou em choque a cada nova denuncia que surgia, no total entre denuncias presenciais, por telefone, pelos estados do Brasil e no exterior, somaram mais de 500 acusações de abuso físico, atribuídos a João de Deus.

As mulheres relatam em sua maioria que eram chamadas para uma sala particular, em um dos compartimentos da Casa Dom Inácio de Loyola, era nessa sala que os abusos aconteceram.

O médium teve sua prisão preventiva decretada na sexta-feira dia 14 de dezembro, mas somente da tarde do dia 16 de dezembro deste ano, foi que ele decidiu se entregar, na presença de seu advogado, numa estrada de terra, nas redondezas de Abadiânia, no estado de Goiás.

O espiritualista João de Deus continua preso no complexo prisional em Aparecida de Goiânia, depois de ter o pedido de prisão domiciliar negado pela justiça, certamente será mantido nesse presidio de segurança máxima até o julgamento, o médium só será librado para receber visitas passados 30 dias de sua prisão.

Além das acusações de abuso a mais de 500 mulheres, incluindo Dalva, filha biológica do médium, recai sobre mais alguns crimes. “Há notícia de lavagem de dinheiro, há notícia de que há envolvimento de outros funcionários e há também, como o crime de abuso sexual, de estupro, de violação sexual, também serão investigados”, relata o promotor de justiça Luciano Miranda.

João Teixeira de Farias já iniciou seus depoimentos á policia civil, nos quais ele tem negado as acusações e atribui a culpa a Deus pelo seu dom e pelo o que acontece na Casa Dom Inácio. “as orientações são repassadas pelo espírito”. Afirma o médium.

Sobre as cirurgias sem conhecimento de medicina, ele nega e diz que “Deus que faz”. Continua negando ter chamado “qualquer pessoa para se submeter a um atendimento individualizado”. Para se defender ele detalha a sala tem vidros transparentes por isso as pessoas podem acompanhar o que acontece na sala, mesmo do lado de fora. E segue dizendo que os atendimentos eram coletivos e nunca individualizado.