Moro diz que ‘distorceram’ a imagem de Bolsonaro e não há ‘risco de autoritarismo’ no Brasil

Futuro Ministro da Justiça em palestra na Espanha.

Nessa segunda-feira, dia 03 de dezembro, em entrevista, Moro afirmou que fizeram confusão distorcendo a imagem do presidente eleito Jair Bolsonaro e que não tem porquê temerem um governo autoritário, em outras palavras, ele descartou autoritarismo na nova gestão presidencial no Brasil.

Moro aproveitando a oportunidade, discorreu sobre o convite que recebeu para integrar a nova gestão, comentou sobre os motivos que o levaram a emitir resposta positiva.

É até estranho dizer isso, mas não vislumbro no presidente eleito um risco de autoritarismo ou risco à democracia. Não se está aqui simplesmente trocando uma posição ideológica autoritária por uma posição autoritária de sentido contrário. O presidente eleito durante as eleições, reiteradamente, fez afirmações acerca do seu compromisso com a democracia e com o estado de direito”, Moro reafirmou.

O juiz disse que alguns fizeram de tudo para deixar uma má impressão do futuro presidente do Brasil, mas em sua gestão, será constatado de que em nada do que inventaram havia veracidade.

É estranho um pouco dizer isso, mas, já que existe uma imagem distorcida em relação ao presidente eleito, eu jamais aceitaria uma posição no governo se vislumbrasse também qualquer risco de discriminação de minorias“, concluiu Moro.

O futuro ministro abordou outras temáticas como o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

“Em 2016, houve o impeachment da presidente. Ela sofreu impedimento por razões envolvendo principalmente, segundo o Congresso, fraudes orçamentárias. Mas, na minha opinião, o real motivo foram os crimes havidos na Petrobras, e isso não poderia ser utilizado como motivo porque o presidente do processo de impeachment [Eduardo Cunha] estava envolvido no processo criminoso.” Disse Moro em palestra na Espanha.

Sobre a corrupção, Moro disse:

“Tendemos a pensar na corrupção como um crime econômico, em que se faz a análise de riscos e há a troca compensatória entre o agente corruptor e o agente corrompido. Mas, no fundo, a corrupção afeta acima de tudo, mais do que a eficiência da economia, a confiança. O agente público, seja eleito ou tendo obtido a posição de outra forma, trai a confiança do cargo e do mandato. Quando a corrupção é disseminada, há o abalo significativo em relação à democracia”. Finalizou.