Motorista de aplicativo revela que agrediu passageira e mentiu sobre ter sido roubado por ela

No dia 9 de janeiro a jovem Ana Júlia Costa Pereira Pouso Alto, que tem 20 anos, foi agredida após pedir uma viagem particular sem utilizar aplicativos de transporte.

No dia 9 de janeiro a jovem Ana Júlia Costa Pereira Pouso Alto, que tem 20 anos, foi agredida após pedir uma viagem particular sem utilizar aplicativos de transporte. A viagem se iniciou-se normalmente, mas no decorrer da viagem o motorista deferiu socos e golpes com o macaco do carro na jovem.

Ana Júlia Costa Pereira Pouso Alto foi encontrada desfigurada em um terreno baldio da Avenida Doutor Raul Rassi, na área de Goiânia Sul. A jovem teve múltiplas fraturas no seu rosto e ficou cerca de 10 dias hospitalizada no Hugo, Hospital de Urgências de Goiânia.

Através de um vídeo a jovem Ana Júlia afirma que está se sentindo muito mal e se recorda somente do início das agressões. “Não lembro de muita coisa, só quando acordei no hospital três dias depois, confusa.Tenho medo de ele fazer isso com outras pessoas”, disse a jovem.

O motorista que trabalha em aplicativos de corrida, foi identificado como Silomar Santos do Lago, que tem 28 anos, foi detido suspeito de agredir passageira Ana Júlia Costa Pereira Pouso Alto e larga-lá ensanguentada coberta por um lençol em um terreno baldio de Abadia de Goiás, em Goiânia. Para tentar se livrar da culpa o motorista tinha dito à Polícia Civil que tinha sofrido um roubo pela jovem.

Após ser preso, ele confessou através de um vídeo que inventou a história com a intenção de não ser preso. “Taquei o braço nela, ela caiu. Dei uns três socos. Fui ao porta-malas e taquei o macaco nela. Imaginei que tinha morrido”. Disse Silomar Santos do Lago, no vídeo citado.

O motorista já havia procurado a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência de um assalto. Ele disse aos policiais que tinha sido roubado por três homens e uma mulher, porém conseguiu fugir. No mesmo dia, os policiais encontraram o carro do motorista abandonado na cidade e a Ana Júlia extremamente ferida. A corporação investigava se a vítima estava no assalto e desentendeu com os comparsas, mas após receber alta do hospital, Ana Júlia relatou à Polícia Civil que não participou de nenhum roubo a motorista, a partir dai os policiais mudaram os rumos da investigação.