Turista Catarinense morta em Arraial do Cabo sofreu abuso antes de ser assassinada, indica laudo

Laudo de exame feito no corpo de Fabiane Fernandes, indicou que ela sofreu violação íntima antes mesmo de ser assassinada na trilha em Arraial do Cabo (RJ).

A polícia já tem o laudo em mãos com o resultado do exame realizado no corpo da turista catarinense Fabiane Fernandes, que foi assassinada no momento em que fazia uma trilha em Arraial do Cabo (RJ). A moça foi vítima de violência íntima, antes de ser assassinada. Quando finalmente seu corpo foi localizado, ela estava totalmente sem roupa, e com muitas lesões em seu rosto, cabeça e corpo.

Fabiane teve todos os ossos do seu rosto quebrados, e seu falecimento ocorreu devido a um traumatismo cranioencefálico. E diante das lesões, a perícia presume que ela tenha sido morta com pedradas. Fabiana esteve desaparecida desde dia 18 de novembro, e seu corpo foi localizado por um cão farejador da polícia civil, depois de três dias de buscas.

Na última sexta-feira (14), Matheus Augusto da Silva, de 22 anos, foi finalmente preso em São Paulo, visto como principal suspeito do assassinato de Fabiane. Diversas razões direcionaram para Matheus como autor principal do crime.

O delegado Renato Mariano, que fez a investigação do crime, disse que Matheus se mostrou muito nervoso, e negou a autoria do crime, porém, o delegado afirmou que sua declaração é cheia de discordâncias.

“Ele nega a todo momento. Porém, durante as declarações ele fornece alguns detalhes contraditórios e nós temos nos autos bastante elementos que levam a ele”, relata Renato.

Algumas testemunhas foram ouvidas pela polícia e também falaram que Matheus demonstrou comportamento diferente e nervoso depois que Fabiane desapareceu.

“Na cidade de Cabo Frio, que é a cidade vizinha por onde ele deixou a região, ele foi visto em atitudes de muito nervosismo e com diversas marcas de arranhão nos braços, o que levantou suspeitas a ponto dos próprios funcionários da rodoviária nos auxiliarem com informações sobre o caso”, assegurou o delegado.

A mãe de Matheus também teria feito uma ligação para um amigo do seu filho que também estava com ele no Arraial do Cabo, perguntando o motivo de seu filho ter chegado a casa em São Paulo ‘tão nervoso’.

Um artesão que repartia o acampamento juntamente com Matheus não estava junto no local quando o crime aconteceu, e por esse motivo, ele não é investigado pela atuação no crime. Outra prova do crime que foi identificada pelo delegado, foi a retirada do próprio celular de Fabiane.

“Nós percebemos que ela fez diversas selfies e a única fotografia onde uma segunda pessoa fez, produziu, foi exatamente no local do acampamento”, declarou.

O cão farejador que localizou o corpo de Fabiane, também mirou nos pertences de Matheus como se estivesse localizado a vítima. Matheus justificou as autoridades que tem problemas de transtornos psicológicos, e será sujeito a perícia médica.

Um grupo de trilheiros tirou uma foto de Matheus no acampamento justamente no local onde foi localizado o corpo de Fabiane, a foto foi tirada um dia depois que a moça desapareceu, e depois de passar alguns dias, o corpo localizado.

Em um vídeo Matheus aparece negando todas as acusações. “Eu gostaria de deixar o tempo mostrar… A hora que sair o resultado dos meus exames para mostrar realmente que eu sou inocente dessas acusações e minha vida voltasse ano normal, tudo de novo, como tava sendo”, declarou o suspeito ao G1.

Fabiane era gaúcha de Sapucaia do Sul (RS), entretanto, morava em Florianópolis (SC), onde dirigia uma pousada da família na Praia dos Ingleses. Ela tinha um filho de nove anos e cuidava da mãe, que é doente.